domingo, setembro 20, 2009


Sem desperdício

me despeço


Despeço-me agora.

Neste instante cansado,


Agradeço.


Sou o que me permito.

Despeço-me sem desperdícios,

do que fui sem nunca ser.



Despedaço

todo

o

passado


como

num

quebra

cabeças


não

me

acho.


Tudo quanto não quer ser,

abandono,

das causas suspensas,

das abstenções analíticas,

sínteses diárias

de pequenos fracassos.


Todos conhecem o valor do sucesso,

um sonho infantil,

que preservado, perseguido

é alcançado.


Sem desperdícios, persigo
quem sou


quem serei,

por tudo o que não quer ser:


Esboço infeliz de anuláveis mulheres.

Dependentes criaturas,


decisão tardia dum sonho fugidio.

Fragilidade ininterrupta

de reincidentes mágoas.




Preservo-me sem medo,

despeço-me

de todo desperdício de emoção.

De tudo o que dói

de tudo o que pena

daquilo que detona,

implodo tudo.

Sei que vale a pena.

3 comentários:

Anônimo disse...

Poeta, você é poeta. Não resta dúvida. Sabe expressar o que o homem atual sente. O que eu sinto, o que eu sinto, e o que muita gente sente. É muito forte. Parabéns é pouco pelo que escreves. Parabéns dou-te pelo que sentes. Pura empatia. Estou apaixonada por seu espírito tão iluminado. beijos.

Anônimo disse...

Poeta, você é poeta. Não resta dúvida. Sabe expressar o que o homem atual sente. O que eu sinto, o que eu sinto, e o que muita gente sente. É muito forte. Parabéns é pouco pelo que escreves. Parabéns dou-te pelo que sentes. Pura empatia. Estou apaixonada por seu espírito tão iluminado. beijos.

Anônimo disse...

Poeta, você é poeta. Não resta dúvida. Sabe expressar o que o homem atual sente. O que eu sinto, o que eu sinto, e o que muita gente sente. É muito forte. Parabéns é pouco pelo que escreves. Parabéns dou-te pelo que sentes. Pura empatia. Estou apaixonada por seu espírito tão iluminado. beijos.