Regressaremos nestes instantes
ao que nunca se foi.
Perdoados os Destinos torpes,
pudemos estar no que está por existir.
Desejamos o encurtamento da distância,
mas à infinita lacuna seremos levados.
Quando teus olhos doces me tocarem,
saberei que não fui quem o amou.
Regressaremos ao que jamais aconteceu,
à infinita lembrança das idéias compulsórias.
Mudaríamos os Destinos frágeis,
mas o amor sofreu variáveis,
atuantes em toda sociedade.
Dura concepção ilusória,
o ideal é apenas o ideal e assim o é.
Talvez haja uma maneira correta
de permear a realidade,
mas apenas aspectos do agora parecem reais.
Aparências simbólicas de sonhos imaginários.
Permanecemos,
células pré fatigadas -
em fornos de almas, como rápidos átomos.
Encontramos aquilo que não escolhemos,
se acreditarmos encontraremos.
Em regra, presenteamos o passado
com um futuro tão esperado.
Regressaremos a este futuro:
assistiremos nossas vitórias,
com ares de futuro, (sem medos de derrota)
luz que outrora escureceu o passado.
Inexato presente compacto,
há um regresso de ilusões dormentes,
sóis que acalmam mentes.
E mentes, calores que nunca sentes.
2 comentários:
Menina, seus textos são bons, mas quase me deixaram cega... rs..
Tua poesia tem um lirismo cortante, conciso, digna de mil elogios!
Não me canso de te ler!
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