segunda-feira, maio 11, 2009

Lapso

Regressaremos nestes instantes
ao que nunca se foi.
Perdoados os Destinos torpes,
pudemos estar no que está por existir.

Desejamos o encurtamento da distância,
mas à infinita lacuna seremos levados.

Quando teus olhos doces me tocarem,
saberei que não fui quem o amou.

Regressaremos ao que jamais aconteceu,
à infinita lembrança das idéias compulsórias.
Mudaríamos os Destinos frágeis,
mas o amor sofreu variáveis,
atuantes em toda sociedade.

Dura concepção ilusória,
o ideal é apenas o ideal e assim o é.

Talvez haja uma maneira correta
de permear a realidade,
mas apenas aspectos do agora parecem reais.
Aparências simbólicas de sonhos imaginários.

Permanecemos,
células pré fatigadas -
em fornos de almas, como rápidos átomos.
Encontramos aquilo que não escolhemos,
se acreditarmos encontraremos.

Em regra, presenteamos o passado
com um futuro tão esperado.
Regressaremos a este futuro:
assistiremos nossas vitórias,
com ares de futuro, (sem medos de derrota)
luz que outrora escureceu o passado.

Inexato presente compacto,
há um regresso de ilusões dormentes,
sóis que acalmam mentes.
E mentes, calores que nunca sentes.

2 comentários:

Unknown disse...

Menina, seus textos são bons, mas quase me deixaram cega... rs..

Priscylla de Cassia disse...

Tua poesia tem um lirismo cortante, conciso, digna de mil elogios!

Não me canso de te ler!