quinta-feira, maio 07, 2009

Projeto Cultural

Em tempos de cruz,
na velocidade da luz
não posso esquecer,
se tudo se esquece
se descarta,
se apaga.
Eu não tenho nada...
mas,
fragmentada a realidade:
tudo o que há
são es
ti
lha
ços de espelhos,
reuni-los trará verdade
e
persigo, cega, minha miragem,
enquanto tudo se esquece.
Reflexos em cacos:
somos nós, nós estamos lá:
des
pe
da
ça
dos.
Modernidade caótica, inconstante
permanente sensação de familiaridade,
Sinto que posso ser veloz o suficiente!
Não o suficiente para darmos as mãos
ou desenlaçarmos os versos,
cruzarmos os braços.
Em grande rapidez,
o futuro aproxima-se.
Grandiosas lutas, quando em nossas mãos,
algum poder.
Não haverá a sua memória
e em suas mãos, algumas espadas:
Olharás para trás:
nada haverá
como tudo o que passou:
apagou
esqueceu.
Na memória apenas esquecimento,
a arte se esqueceu de ser arte,
a vida é para o esquecimento.
Pensamentos fugazes esqueceram-se de pensar.
Me esqueci de ser eu
para nunca ser tua.
Em apenas segundos,
não haverá história,
tudo se reproduziu.
Posso esquecer, se sempre impermanente
permanecerei velozmente
nestes ínfimos sentidos
congruentes.

3 comentários:

Anônimo disse...

Como ja tinha te dito, voce começou muito bem... e terminou melhor ainda. É até dificil escolher a parte que mais gostei ...mas uma das partes que mais me identifiquei foi:

"Modernidade caótica, inconstante
permanente sensação de familiaridade,
Sinto que posso ser veloz o suficiente!
Não o suficiente para darmos as mãos
ou desenlaçarmos os versos,
cruzarmos os braços.
Em grande rapidez,
o futuro aproxima-se."

eu sempre tenho a sensação que posso ser cada vez mais "veloz" , porem não o suficiente para acompanhar a caótica e inconstante velocidade da modernidade.

Parabéns DI e obrigado pelo "alívio" rsrs bjos do JB

Priscylla de Cassia disse...

você definitivamente é minha "ídala" !

te ler é como flutuar com a alma...

Grazi disse...

karalh... Dri amo ler seus poema,ixiiii vc me viciou ta di parabéns viu